{"id":17341,"date":"2025-08-03T12:03:37","date_gmt":"2025-08-03T15:03:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/?p=17341"},"modified":"2025-08-03T12:03:37","modified_gmt":"2025-08-03T15:03:37","slug":"saude-exame-permite-diagnosticar-o-cancer-de-pulmao-em-fases-iniciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/2025\/08\/03\/saude-exame-permite-diagnosticar-o-cancer-de-pulmao-em-fases-iniciais\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade: exame permite diagnosticar o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o em fases iniciais."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pulmao-foto-gov.br_.jpg\" width=\"476\" height=\"433\" \/><\/p>\n<p><span class=\"dropcap \">A <\/span>pesar dos avan\u00e7os nos tratamentos para o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o nos \u00faltimos anos, o tumor ainda \u00e9 considerado o mais letal, sendo respons\u00e1vel por cerca de 1,8 milh\u00e3o de mortes em todo mundo, anualmente, de acordo com o Global Cancer Observatory. O Agosto Branco \u00e9 o m\u00eas dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o e luta contra a doen\u00e7a, que tem o tabagismo como principal fator de risco. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA), o Brasil deve registrar em 2025 mais de 32 mil novos casos desse tipo de neoplasia. S\u00f3 no Nordeste, mais de 6.500 diagn\u00f3sticos s\u00e3o estimados pelo Instituto, sendo 1360 novos diagn\u00f3sticos previstos na Bahia. <!--more--><\/p>\n<p>Para a oncologista Clarissa Mathias, refer\u00eancia mundial em c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e l\u00edder do Cancer Center HSI Oncocl\u00ednicas, um dos desafios do combate ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o \u00e9 conscientizar a popula\u00e7\u00e3o, especialmente o grupo de risco, que inclui fumantes ativos e passivos e ex-fumantes, sobre a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce. A especialista explica que com um exame de Tomografia Computadorizada de Baixa Dose (TCBD) \u00e9 poss\u00edvel detectar les\u00f5es iniciais no pulm\u00e3o, quando a chance de cura pode ser superior a 90%. \u201cTrata-se de um exame r\u00e1pido, n\u00e3o invasivo e com baixa radia\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO rastreamento do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, atrav\u00e9s de exames de imagem e bi\u00f3psia, \u00e9 indicado para indiv\u00edduos com mais de 50 anos que tenham alto risco para a neoplasia, inclusive para pessoas assintom\u00e1ticas, pois o objetivo \u00e9 permitir a detec\u00e7\u00e3o de les\u00f5es inicias, antes de qualquer manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, ou seja, quando a chance de sucesso do tratamento \u00e9 alta\u201d, esclarece Clarissa Mathias. \u201cQuem tem entre 50 e 80 anos e \u00e9 fumante ou fumou por muitos anos ou mesmo quem parou de fumar h\u00e1 menos de 15 anos deve conversar com seu m\u00e9dico sobre a necessidade de fazer o exame\u201d, recomenda a especialista.<\/p><\/blockquote>\n<h3>Aten\u00e7\u00e3o aos sintomas<\/h3>\n<p>Tosse seca e persistente ou tosse com sangue, rouquid\u00e3o, perda de apetite e dificuldade para respirar ou sensa\u00e7\u00e3o de falta de ar podem ser sintomas de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e devem ser investigados. \u201cPor serem frequentemente confundidos com problemas respirat\u00f3rios, esses sinais costumam ser negligenciados. O fato de n\u00e3o serem investigados e tratados adequadamente acaba levando ao diagn\u00f3stico tardio do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o em grande parte dos casos\u201d, explica a oncologista Larissa Moura, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de possibilitar um tratamento menos invasivo e com menos efeitos colaterais, a detec\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a aumenta a chance de cura e a sobrevida do paciente\u201d, destaca a oncologista Hamanda Nery, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSe o indiv\u00edduo \u00e9 fumante ou ex-furmante e come\u00e7a a apresentar uma rouquid\u00e3o ou tosse persistente n\u00e3o significa que ele tem um c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, mas isso precisa ser investigado por um m\u00e9dico\u201d, explica a oncologista Julia de Castro de Souza, da Oncocl\u00ednicas. \u201cO diagn\u00f3stico em est\u00e1gio inicial permite que o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o tenha 90% de chance de cura\u201d, refor\u00e7a.<\/p><\/blockquote>\n<h3>Controle do tabagismo<\/h3>\n<p>Considerado a principal causa de morte evit\u00e1vel do mundo pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), o cigarro \u00e9 fator de risco para 14 tipos diferentes de c\u00e2ncer. O Brasil, no entanto, quando se trata de controle do tabagismo, \u00e9 refer\u00eancia mundial: o pa\u00eds conseguiu, atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas, reduzir em 35% o consumo de cigarro, de acordo com relat\u00f3rio da OMS. Hoje, a preval\u00eancia de fumantes equivale a menos de 10% da popula\u00e7\u00e3o, por\u00e9m o consumo do cigarro eletr\u00f4nico representa uma amea\u00e7a \u00e0s conquistas da luta antitabaco. \u201cA melhor forma de preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o \u00e9 n\u00e3o fumar. Al\u00e9m de ser associado a v\u00e1rios tipos de neoplasias, o cigarro ainda causa outros problemas de sa\u00fade e coloca em risco tamb\u00e9m o fumante passivo\u201d, afirma o oncologista Filipe Visani, da Oncocl\u00ednicas<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO combate ao tabagismo, respons\u00e1vel por 80 a 90% dos casos de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, e o acesso ao diagn\u00f3stico precoce e aos tratamentos mais eficazes s\u00e3o os pilares na luta contra a doen\u00e7a\u201d, destaca a oncologista Clara Santana Peixoto, da Oncocl\u00ednicas.<\/p><\/blockquote>\n<p>De acordo com o estudo \u201cRisco de inicia\u00e7\u00e3o ao tabagismo com o uso de cigarros eletr\u00f4nicos\u201d, elaborado pelo INCA e publicado na Revista Ci\u00eancia e Sa\u00fade Coletiva, o uso desses dispositivos aumenta em m\u00e9dia tr\u00eas vezes e meia a probabilidade de experimentar o cigarro convencional, e em mais de quatro as chances de passar a fumar efetivamente.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cMuitas pessoas come\u00e7am com o cigarro eletr\u00f4nico e depois migram para o convencional, que \u00e9 muito mais barato e acess\u00edvel, j\u00e1 que o vape \u00e9 proibido no pa\u00eds. Em alguns casos, a pessoa passa at\u00e9 mesmo a usar os dois\u201d, alerta Clarissa Mathias.<\/p><\/blockquote>\n<h3>Avan\u00e7os no tratamento<\/h3>\n<p>O tratamento dos tumores de pulm\u00e3o conta com um arsenal de terapias avan\u00e7adas e se baseia em cirurgia, tratamento sist\u00eamico (quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia) e radioterapia.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cHoje j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel realizar a cirurgia para remo\u00e7\u00e3o do tumor com menos tempo de interna\u00e7\u00e3o gra\u00e7as aos avan\u00e7os das cirurgias minimamente invasivas, que permitem que o paciente consiga retornar mais rapidamente \u00e0s suas atividades\u201d, afirma a oncologista Carolina Rocha Silva, da Oncocl\u00ednicas.<\/p><\/blockquote>\n<p>A quimioterapia, muitas vezes, \u00e9 indicada ap\u00f3s a cirurgia para destruir c\u00e9lulas tumorais microsc\u00f3picas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Em alguns casos, a terapia-alvo tamb\u00e9m \u00e9 indicada ap\u00f3s o procedimento cir\u00fargico. Esse tratamento, que representa um grande avan\u00e7o na oncologia, utiliza drogas para atacar especificamente as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, preservando as saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de terapia sist\u00eamica e radioterapia pode ser administrada no in\u00edcio do procedimento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo, quando a remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica est\u00e1 contraindicada. A radioterapia isolada \u00e9 utilizada, algumas vezes, para diminuir sintomas, como falta de ar e dor.<\/p>\n<p>Entre os grandes avan\u00e7os da ci\u00eancia na luta contra o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, a imunoterapia e as terapias-alvo s\u00e3o terapias sist\u00eamicas que permitem o tratamento com precis\u00e3o e individualizado, de acordo com caracter\u00edsticas moleculares \u00fanicas do tumor. Elas apresentam menos efeitos colaterais que as terapias sist\u00eamicas tradicionais e t\u00eam revolucionado o tratamento dos tumores de pulm\u00e3o, proporcionando mais qualidade de vida e maior sobrevida aos pacientes.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNas terapias-alvo, os medicamentos atingem apenas as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, preservando as saud\u00e1veis. J\u00e1 a imunoterapia ativa o sistema imunol\u00f3gico atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o de medicamentos biol\u00f3gicos para lutar contra o tumor. S\u00e3o drogas que estimulam a imunidade a reconhecer e eliminar as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas\u201d, finaliza Clarissa Mathias.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesar dos avan\u00e7os nos tratamentos para o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o nos \u00faltimos anos, o tumor ainda \u00e9 considerado o mais letal, sendo respons\u00e1vel por cerca de 1,8 milh\u00e3o de mortes em todo mundo, anualmente, de acordo com o Global Cancer Observatory. 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