{"id":4971,"date":"2023-05-22T09:01:53","date_gmt":"2023-05-22T12:01:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/?p=4971"},"modified":"2023-05-22T09:01:53","modified_gmt":"2023-05-22T12:01:53","slug":"apos-g7-lula-mantem-posicao-sobre-guerra-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/2023\/05\/22\/apos-g7-lula-mantem-posicao-sobre-guerra-na-ucrania\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s G7, Lula mant\u00e9m posi\u00e7\u00e3o sobre guerra na Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/52911316359_2962ed709e_o-9-e1684756855326.jpg\" width=\"463\" height=\"277\" \/><\/p>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva afirmou na noite deste domingo (21), em declara\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa, ap\u00f3s participar da C\u00fapula do G7, no Jap\u00e3o, que mant\u00e9m sua posi\u00e7\u00e3o sobre a guerra na Ucr\u00e2nia. O conflito militar no pa\u00eds europeu, invadido pela R\u00fassia, foi um dos temas centrais do encontro, que contou a participa\u00e7\u00e3o do presidente da Ucr\u00e2nia, Volodymyr Zelensky.<\/p>\n<p>\u201cOuvi atentamente o discurso do Zelensky no encontro. Ele certamente ouviu o meu discurso atentamente no encontro. E eu continuo com a mesma posi\u00e7\u00e3o que estava antes.\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2023-05\/brasil-e-india-querem-buscar-solucao-pacifica-para-guerra-na-ucrania\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Estou tentando com a \u00cdndia<\/a>, a China, a Indon\u00e9sia e outros pa\u00edses, construir um bloco para a pol\u00edtica de paz no mundo\u201d, afirmou o presidente a jornalistas, ainda em Hiroshima, antes de embarcar de volta ao Brasil.<\/p>\n<p>\u201cO mundo n\u00e3o est\u00e1 precisando de guerra, o mundo est\u00e1 precisando de paz, de tranquilidade, para o mundo voltar a crescer e distribuir riqueza para quem passa fome no mundo\u201d, acrescentou. Muito questionado sobre o assunto na coletiva de imprensa, o presidente respondeu que n\u00e3o foi ao encontro do G7 para discutir a guerra. Afirmou que foi debater economia e quest\u00f5es clim\u00e1ticas, e que h\u00e1 um foro espec\u00edfico, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), para resolver o conflito entre russos e ucranianos.<\/p>\n<p>\u201cEu disse no meu discurso que a discuss\u00e3o da guerra devia estar sendo feita na ONU. Eu sou presidente h\u00e1 cinco meses e nunca fui convidado para uma reuni\u00e3o na ONU para discutir a guerra. \u00c9 na ONU que tem que ter [o debate]\u201d, disse. Em seguida, fez uma provoca\u00e7\u00e3o ao Conselho de Seguran\u00e7a da entidade.<\/p>\n<p>\u201cPor que o Conselho de Seguran\u00e7a n\u00e3o discute? Porque os que se envolvem na briga s\u00e3o membros. Ent\u00e3o, n\u00e3o tem ningu\u00e9m para discutir paz, porque est\u00e3o todos envolvidos. S\u00e3o os membros do conselho que vendem armas, s\u00e3o os membros que fazem guerra. \u00c9 preciso\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2023-05\/lula-volta-defender-no-g7-reforma-do-conselho-de-seguranca-da-onu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mudar a l\u00f3gica de funcionamento das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>Mais cedo, o pr\u00f3prio governo brasileiro havia informado que a organiza\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o bilateral entre Lula e Zelensky n\u00e3o foi poss\u00edvel por dificuldade na concilia\u00e7\u00e3o das agendas dos dois l\u00edderes mundiais. O governo brasileiro sugeriu mais de um hor\u00e1rio, mas n\u00e3o houve acerto.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cO fato \u00e9 muito simples. Tinha um encontro bilateral com a Ucr\u00e2nia, aqui nesse sal\u00e3o, \u00e0s 15h15 [de domingo]. Esperamos e recebemos a informa\u00e7\u00e3o de que eles tinham atrasado. Enquanto isso, atendi o presidente do Vietn\u00e3 e quando o presidente do Vietn\u00e3 foi embora, a Ucr\u00e2nia n\u00e3o apareceu. Certamente teve outros compromissos, n\u00e3o p\u00f4de vir aqui. Foi simplesmente isso que aconteceu\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Em entrevista, o presidente ucraniano confirmou a dificuldade. \u201cEncontrei todos os l\u00edderes. Quase todos. Todos t\u00eam suas agendas pr\u00f3prias. Acho que \u00e9 por isso que n\u00e3o pudemos encontrar o presidente do Brasil\u201d. Questionado se ficou decepcionado por n\u00e3o ter conseguido realizar essa reuni\u00e3o, Zelensky respondeu: \u201cAcho que ele que ficou decepcionado\u201d.<\/p>\n<h2>C\u00fapula<\/h2>\n<p>O G7 re\u00fane lideran\u00e7as dos sete pa\u00edses mais industrializados do mundo: Alemanha, Canad\u00e1, Estados Unidos, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Jap\u00e3o e Reino Unido. At\u00e9 2014, a R\u00fassia integrava o grupo, que era conhecido como G8. Ela, no entanto, foi expulsa devido \u00e0 anexa\u00e7\u00e3o da Crimeia, at\u00e9 ent\u00e3o vinculada \u00e0 Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>As c\u00fapulas do G7 costumam contar com a presen\u00e7a de pa\u00edses convidados. Nesta edi\u00e7\u00e3o, o Brasil \u00e9 o \u00fanico representante sul-americano. Tamb\u00e9m foram convidados Austr\u00e1lia, Coreia do Sul, Vietn\u00e3, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Comores e Ilhas Cook. O governo brasileiro chegou a ser informado pelos japoneses h\u00e1 algumas semanas que a ida de Zelensky a Hiroshima era uma possibilidade.<\/p>\n<p>O presidente ucraniano aproveitou a oportunidade para buscar mais apoio na guerra contra a R\u00fassia. A organiza\u00e7\u00e3o de uma reuni\u00e3o bilateral entre Brasil e Ucr\u00e2nia foi inicialmente um pedido do pa\u00eds europeu.<\/p>\n<h2>Neutralidade<\/h2>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses, como a \u00cdndia e a China, que vem proclamando publicamente uma postura de neutralidade na guerra entre a Ucr\u00e2nia e a R\u00fassia. Por isso, pa\u00edses europeus e os Estados Unidos, que apoiam os ucranianos no conflito, faziam press\u00e3o para que Lula e Zelensky se reunissem. Embora n\u00e3o tenha conversado pessoalmente com o presidente brasileiro, Zelensky chegou a ter um encontro com o premi\u00ea da \u00cdndia, Narendra Modi.<\/p>\n<p>Durante a coletiva, Lula foi questionado sobre o formato desse coletivo de pa\u00edses que querem atuar pela paz na Ucr\u00e2nia, e o presidente brasileiro falou da necessidade de um cessar-fogo imediato.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel discutir a paz quando o Zelensky e o Putin quiserem discutir a paz. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel construir uma proposta em guerra. O que n\u00f3s queremos \u00e9 que, primeiro pare a guerra, parem os ataques e vamos tentar dialogar para construir uma sa\u00edda entre Ucr\u00e2nia e a R\u00fassia\u201d.<\/p>\n<p>Ainda segundo o presidente, no momento, n\u00e3o h\u00e1 interesse das partes em falar sobre a paz. E, para que haja uma negocia\u00e7\u00e3o, os dois lados ter\u00e3o que ceder em alguma medida. \u201cO Celso Amorim [assessor internacional da Presid\u00eancia] foi l\u00e1 na R\u00fassia e depois na Ucr\u00e2nia. E o Amorim falou que, por enquanto, eles n\u00e3o querem conversar sobre paz. Se um tem uma proposta, \u00e9 a rendi\u00e7\u00e3o do outro, se o outro tem uma proposta, \u00e9 a rendi\u00e7\u00e3o do primeiro. E ningu\u00e9m vai se render. Negocia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 rendimento. E vai ter um momento que v\u00e3o querer uma negocia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva afirmou na noite deste domingo (21), em declara\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa, ap\u00f3s participar da C\u00fapula do G7, no Jap\u00e3o, que mant\u00e9m sua posi\u00e7\u00e3o sobre a guerra na Ucr\u00e2nia. 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