{"id":6049,"date":"2023-08-08T08:48:10","date_gmt":"2023-08-08T11:48:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/?p=6049"},"modified":"2023-08-08T08:48:10","modified_gmt":"2023-08-08T11:48:10","slug":"exportacoes-da-bahia-despencam-e-registram-queda-de-436-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/2023\/08\/08\/exportacoes-da-bahia-despencam-e-registram-queda-de-436-em-julho\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es da Bahia despencam e registram queda de 43,6% em julho"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/tecom.portodesalvador-exportacao.jpg\" width=\"559\" height=\"325\" \/><\/p>\n<p><span class=\"dropcap \">A<\/span>s exporta\u00e7\u00f5es baianas, impactadas tanto pela queda de pre\u00e7os quanto de demanda dos seus produtos no mercado internacional, recuaram 43,6% em julho, atingindo US$ 707,4 milh\u00f5es. A queda acentuada nos volumes embarcados de derivados de petr\u00f3leo em 98%, assim como de outros setores importantes como o metal\u00fargico (-36%), celulose (-11%) e soja (-7,3%), foi a principal respons\u00e1vel pela retra\u00e7\u00e3o. No total do m\u00eas, a redu\u00e7\u00e3o dos volumes embarcados foi de 31,1%, n\u00e3o compensando, como aconteceu em n\u00edvel nacional, \u00e0 queda dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da base de dados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior, do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC), analisadas pela Superintend\u00eancia de Estudos Econ\u00f4micos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada \u00e0 Secretaria do Planejamento (Seplan).<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os em julho atuaram para refor\u00e7ar o desempenho negativo das vendas externas no m\u00eas, com redu\u00e7\u00e3o na m\u00e9dia de 18,2%, no comparativo interanual, principalmente de commodities como petr\u00f3leo, gr\u00e3os e minerais. Ap\u00f3s baterem recorde no mesmo per\u00edodo do ano passado, ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, as commodities recuaram nos \u00faltimos meses, provocando a retra\u00e7\u00e3o nas vendas externas. A boa safra de gr\u00e3os prevista, mesmo com a redu\u00e7\u00e3o nos embarques, \u00e9 que vem contribuindo para evitar uma queda ainda maior nas exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda assim, no recorte por atividade econ\u00f4mica, houve recuo em julho, nas exporta\u00e7\u00f5es da agropecu\u00e1ria em 17,2%, embora em menor escala que em outras atividades. Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o houve a mais forte retra\u00e7\u00e3o nas vendas, puxado pela queda no refino em 63,6%, seguido pela ind\u00fastria extrativa com queda de 21,6%.<\/p>\n<h3>Exporta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A China, principal destino dos produtos baianos, foi o \u00fanico, dentre os principais mercados, a registrar crescimento nas vendas do estado em julho: 1,2%, calculadas em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas no ano anterior. J\u00e1 as vendas totais para a \u00c1sia ca\u00edram 55%, influenciadas pela redu\u00e7\u00e3o significativa nos embarques de derivados de petr\u00f3leo. Na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, as vendas para a Am\u00e9rica do Norte tiveram queda de 4,5%, enquanto para a Am\u00e9rica do Sul (incluindo Mercosul) ca\u00edram 9,2% e para a Uni\u00e3o Europeia recuaram 53,9%.<\/p>\n<p>J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es totalizaram US$ 700,8 milh\u00f5es no m\u00eas, com queda de 6,7% no comparativo interanual. No caso das compras externas, foi o fator pre\u00e7o que foi determinante para queda (-30,7%), j\u00e1 que o volume desembarcado registrou aumento de 44,4% no m\u00eas.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 explicado pela queda de pre\u00e7os nos setores de combust\u00edveis e fertilizantes, dois setores de peso da pauta de importa\u00e7\u00f5es baianas. Os dois setores tiveram seus pre\u00e7os reduzidos no m\u00eas em 44,2% e 33% respectivamente, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No total por categorias de uso, houve queda de 12,4% nas compras de produtos intermedi\u00e1rios, e de 61,8% nas de bens de consumo. Por sua vez, cresceram as compras de combust\u00edveis em 13,4% (puxado pelo aumento do quantum em 103,2%) e de bens de capital em 29%, principalmente c\u00e9lulas fotovoltaicas e m\u00e1quinas e aparelhos mec\u00e2nicos, todos no comparativo interanual.<\/p>\n<p>No acumulado do ano at\u00e9 julho, as exporta\u00e7\u00f5es baianas alcan\u00e7aram US$ 5,77 bilh\u00f5es, com queda de 28,6% no comparativo interanual. J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es foram a US$ 5,44 bilh\u00f5es, com uma redu\u00e7\u00e3o menor: 17,3%. A corrente de com\u00e9rcio do estado, que demonstra o grau de integra\u00e7\u00e3o da economia ao fluxo internacional, teve recuo de 23,5% no per\u00edodo, totalizando US$ 11,21 bilh\u00f5es. O saldo comercial do estado no per\u00edodo ficou em US$ 333,2 milh\u00f5es, resultado 78% inferior a igual per\u00edodo de 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es baianas, impactadas tanto pela queda de pre\u00e7os quanto de demanda dos seus produtos no mercado internacional, recuaram 43,6% em julho, atingindo US$ 707,4 milh\u00f5es. 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