{"id":8663,"date":"2024-01-11T15:37:22","date_gmt":"2024-01-11T18:37:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/?p=8663"},"modified":"2024-01-11T15:37:22","modified_gmt":"2024-01-11T18:37:22","slug":"inflacao-sobe-462-em-2023-e-fecha-ano-abaixo-do-teto-da-meta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/2024\/01\/11\/inflacao-sobe-462-em-2023-e-fecha-ano-abaixo-do-teto-da-meta\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o sobe 4,62% em 2023 e fecha ano abaixo do teto da meta"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/supermercado_economia-ABr.jpeg\" width=\"463\" height=\"277\" \/><\/p>\n<p><span class=\"dropcap \">A <\/span>infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi de 0,56% em dezembro. Com isso, o IPCA fechou 2023 com alta acumulada de 4,62%, dentro do intervalo da meta da infla\u00e7\u00e3o determinada pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), que era de 3,25%, com toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,75% e 4,75%. Os dados s\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Em dezembro, todos os nove grupos de produtos e servi\u00e7os analisados pela pesquisa registraram alta. A maior veio de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (1,11%), grupo que acelerou em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (0,63%) e exerceu o maior impacto sobre o resultado geral (0,23 ponto percentual). Com o aumento nos pre\u00e7os da batata-inglesa (19,09%), do feij\u00e3o-carioca (13,79%), do arroz (5,81%) e das frutas (3,37%), a alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio subiu 1,34%. Por outro lado, o pre\u00e7o do leite longa vida baixou pelo s\u00e9timo m\u00eas seguido (-1,26%).<!--more--><\/p>\n<p>\u201cO aumento da temperatura e o maior volume de chuvas em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds influenciaram a produ\u00e7\u00e3o dos alimentos, principalmente dos in natura, como os tub\u00e9rculos, hortali\u00e7as e frutas, que s\u00e3o mais sens\u00edveis a essas varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, explicou, em nota, o gerente do IPCA, Andr\u00e9 Almeida.<\/p>\n<p>\u201cNo caso do arroz, que registrou alta pelo quinto m\u00eas seguido, a produ\u00e7\u00e3o foi impactada pelo clima desfavor\u00e1vel\u201d, disse o pesquisador. \u201cJ\u00e1 a alta do feij\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada, o clima adverso e o aumento do custo de fertilizantes\u201d, completou.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, a alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio (0,53%) acelerou frente ao m\u00eas anterior (0,32%), com as altas do lanche (0,74%) e da refei\u00e7\u00e3o (0,48%). Esses dois itens tamb\u00e9m tiveram aumento na compara\u00e7\u00e3o com novembro.<\/p>\n<p>No grupo dos transportes (0,48%), o segundo que mais contribuiu para o \u00edndice geral 0,10 pontos percentuais (p.p), as passagens a\u00e9reas (8,87%) continuaram subindo. Dezembro foi o quarto m\u00eas seguido com varia\u00e7\u00f5es positivas desse subitem, que representou o maior impacto individual sobre a infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds (0,08 p.p.). Por outro lado, todos os combust\u00edveis pesquisados (-0,50%) tiveram defla\u00e7\u00e3o: \u00f3leo diesel (-1,96%), etanol (-1,24%), gasolina (-0,34%) e g\u00e1s veicular (-0,21%).<\/p>\n<p>\u201cPelo fato de a gasolina ser o subitem de maior peso entre os 377 pesquisados pelo IPCA, com essa queda, ela segurou o resultado no \u00edndice do m\u00eas\u201d, ressaltou Andr\u00e9. Em dezembro, os pre\u00e7os desse combust\u00edvel ca\u00edram pelo terceiro m\u00eas consecutivo.<\/p>\n<p>J\u00e1 em habita\u00e7\u00e3o (0,34%), que desacelerou na compara\u00e7\u00e3o com novembro (0,48%), os destaques foram as altas da energia el\u00e9trica residencial (0,54%), da taxa de \u00e1gua e esgoto (0,85%) e do g\u00e1s encanado (1,25%). Os demais grupos registraram os seguintes resultados: artigos de resid\u00eancia (0,76%), vestu\u00e1rio (0,70%), despesas pessoais (0,48%) sa\u00fade e cuidados pessoais (0,35%), educa\u00e7\u00e3o (0,24%) e comunica\u00e7\u00e3o (0,04%).<\/p>\n<p><strong>INPC<\/strong>\u00a0\u2013 O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,55% em dezembro, acima do resultado do m\u00eas anterior (0,10%). O \u00edndice acumulou aumento de 3,71% no ano, abaixo do registrado no ano anterior (5,93%). No acumulado de 2023, houve alta de 0,33% nos produtos aliment\u00edcios e de 4,83% nos n\u00e3o aliment\u00edcios. \u201cO resultado acumulado do ano do INPC ficou abaixo do IPCA principalmente por conta do maior peso que o grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas tem dentro da cesta\u201d, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>Em dezembro do ano passado, os pre\u00e7os dos produtos aliment\u00edcios aceleraram (de 0,57% para 1,20%). Os n\u00e3o aliment\u00edcios tamb\u00e9m registraram varia\u00e7\u00f5es maiores (0,35% em dezembro contra -0,05% no m\u00eas anterior).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi de 0,56% em dezembro. Com isso, o IPCA fechou 2023 com alta acumulada de 4,62%, dentro do intervalo da meta da infla\u00e7\u00e3o determinada pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), que era de 3,25%, com toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,75% e 4,75%. 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