{"id":8781,"date":"2024-01-20T20:34:45","date_gmt":"2024-01-20T23:34:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/?p=8781"},"modified":"2024-01-20T20:34:45","modified_gmt":"2024-01-20T23:34:45","slug":"8781","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/2024\/01\/20\/8781\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/925977-saude_amamentacao_wdo_0674.jpeg\" width=\"531\" height=\"318\" \/><\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o, que vem de um saber ancestral, e a ci\u00eancia, baseada em evid\u00eancias, s\u00e3o conhecimentos que andam lado a lado quando se fala no trabalho das parteiras. Nayane Cristina, uma parteira que atua no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em Bras\u00edlia, conta que desde os 4 anos j\u00e1 sabia que a atividade era o chamado dela. E que a hist\u00f3ria da av\u00f3, que teve oito partos em casa, a inspirou.\u00a0<img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1577173&amp;o=node\" \/><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1577173&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>\u201cEu me lembro muito claramente de ver minha av\u00f3 no fog\u00e3o de lenha ali, fazendo comida, fervendo leite, e eu sentada no banquinho, pr\u00f3ximo do ch\u00e3o, ouvindo as hist\u00f3rias dela, e aquilo realmente acendeu em mim uma chama de entender que aquele era o meu caminho\u201d, disse Nayane.<\/p>\n<p>O caminho de Nayane para se tornar uma parteira foi a faculdade de enfermagem e a resid\u00eancia em obstetr\u00edcia.<\/p>\n<p>No Brasil, a assist\u00eancia ao parto por enfermeiras obstetras est\u00e1 prevista em uma lei de 1986 e em resolu\u00e7\u00f5es do Conselho Federal de Enfermagem (CFE). Pela legisla\u00e7\u00e3o, compete \u00e0s enfermeiras prestar assist\u00eancia ao parto normal de evolu\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e ao rec\u00e9m-nascido.\u00a0 <!--more--><\/p>\n<p>Esses partos podem acontecer em hospitais, em casa ou nas casas de parto, como a da regi\u00e3o administrativa de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, no Distrito Federal, onde Nayane trabalha. No local, 13 parteiras assistem, em m\u00e9dia, 37 partos por m\u00eas.<\/p>\n<p>S\u00e3o gesta\u00e7\u00f5es de baixo risco e o atendimento segue um modelo respeitoso, que ajuda a diminuir as taxas de partos por cesariana.<\/p>\n<p>\u201cSim, partos assistidos por enfermeiras, por parteiras, reduzem o n\u00famero de cesariana consideravelmente. Aqui no Distrito Federal a gente tem v\u00e1rios estudos que j\u00e1 mostraram que em locais onde n\u00f3s temos a resid\u00eancia de enfermagem obst\u00e9trica, a gente tem redu\u00e7\u00e3o de cesarianas e de interven\u00e7\u00f5es de maneira geral\u201d, explica.<\/p>\n<p>Dados da Fiocruz apontam que, no pa\u00eds, a taxa de cesariana \u00e9 de 55%. Na rede particular, o \u00edndice ultrapassa os 80%.<\/p>\n<p>Foi a busca por viver um parto com mais autonomia e menos interven\u00e7\u00f5es que guiou a escolha da psic\u00f3loga Mar\u00edlia Tom\u00e9. M\u00e3e do Tito, de 4 anos, e da Lis, de 2, ela teve os dois partos assistidos por parteiras.<\/p>\n<p>\u201cComo eu tive gesta\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis, eu pude fazer essa escolha. Eu optei mesmo por ter um parto onde eu tivesse mais autonomia. Onde eu pudesse escolher as pessoas que estariam comigo, onde eu pudesse criar um ambiente com bastante intimidade, com muita tranquilidade. Apesar de n\u00e3o ser um ambiente hospitalar, eu tamb\u00e9m me senti muito segura, com muita confian\u00e7a nos saberes\u201d.<\/p>\n<p>O aux\u00edlio das parteiras em todas as fases desse in\u00edcio do maternal foi fundamental para Mar\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cAs visitas domiciliares, todo esse aux\u00edlio com amamenta\u00e7\u00e3o, de observa\u00e7\u00e3o mesmo, nessas primeiras semanas, que \u00e9 sempre um momento muito delicado, para a m\u00e3e, para o nen\u00e9m, nesse momento de chegada, de adapta\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Mar\u00edlia.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que a escolha pelo acompanhamento com parteiras n\u00e3o exclui o papel dos m\u00e9dicos na gesta\u00e7\u00e3o. As parteiras tamb\u00e9m atuam munindo as gestantes de informa\u00e7\u00f5es, considerando a autonomia das mulheres.<\/p>\n<p>Para a m\u00e9dica obstetra Monique Novacek, as mulheres que contam com esse duplo cuidado chegam mais preparadas para o parto.<\/p>\n<p>\u201cEla vai fazer quest\u00e3o do acompanhante, vai fazer quest\u00e3o de um ambiente calmo e respeitoso para ela, vai fazer quest\u00e3o que o m\u00e9dico explique para ela tamb\u00e9m se precisar ir para uma ces\u00e1rea, porque disso acontecer\u201d.<\/p>\n<p>A medicina trouxe avan\u00e7os que salvam vidas diariamente. Ao mesmo tempo, h\u00e1 beleza em ver que as tecnologias ancestrais persistem. As parteiras tradicionais, aquelas que aprenderam o of\u00edcio de forma oral, observando outras mulheres, e que atuam Brasil afora, continuar\u00e3o a amparar as crian\u00e7as, nas m\u00e3os modernas das mulheres que atendem a esse chamado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tradi\u00e7\u00e3o, que vem de um saber ancestral, e a ci\u00eancia, baseada em evid\u00eancias, s\u00e3o conhecimentos que andam lado a lado quando se fala no trabalho das parteiras. Nayane Cristina, uma parteira que atua no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em Bras\u00edlia, conta que desde os 4 anos j\u00e1 sabia que a atividade era o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":8780,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8781"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8781"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8782,"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8781\/revisions\/8782"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiodascidades.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}