A inclusão de emendas relacionadas ao voto impresso foi negada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do projeto do novo Código Eleitoral. De acordo com o parlamentar, “retomar esse debate é um retrocesso”.

A proposta, amplamente defendida por bolsonaristas, deve ser analisada na quarta-feira, 9, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, conforme apuração da CNN.

As emendas foram apresentadas pelos senadores Izalci Lucas (PL-DF), Esperidião Amin (PP-SC) e Eduardo Girão (Novo-CE), e foram rejeitadas por Castro, segundo relatório divulgado na noite de segunda-feira, 7.

Em justificativa, Marcelo defendeu a segurança da urna, que é reconhecida desde 1996. “O Brasil já fez 15 eleições gerais e municipais nesse período e nunca houve qualquer comprovação de fraude do sistema.”

“A Justiça Eleitoral oferece aos partidos políticos, às instituições e à sociedade civil diversas oportunidades de auditoria da urna eletrônica e dos sistemas eleitorais. Essas possibilidades de auditoria ocorrem antes, durante e depois das eleições, inclusive para o pleito deste ano”, continuou o senador.

Para Castro, a imposição do voto impresso “representaria enorme dificuldade operacional, com a instalação de impressoras, que são equipamentos altamente suscetíveis a problemas mecânicos, em todas as urnas, além de ampliar, significativamente, o custo das eleições”.