Também foi solicitado o afastamento cautelar dos agentes

Sem asfalto ou iluminação pública, Caraíva preserva o charme das ruas de areia e o transporte por canoas, mas agora enfrenta o desafio de manter sua essência diante da crescente tensão na segurança regional

Caraíva Crédito: Wikimedia Commons/Marcelino Dias

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) denunciou à Justiça, nesta quinta-feira (16), quatro policiais militares e dois policiais civis pela morte de dois homens durante a denominada “Operação Travessia”, realizada em 10 de maio de 2025, no distrito de Caraíva, em Porto Seguro.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e inclui um pedido para que os servidores sejam afastados cautelarmente de suas funções enquanto o processo criminal estiver em andamento.
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Segundo o órgão, os seis investigados responderão por dois homicídios qualificados. Entre as qualificadoras apontadas estão o motivo torpe, o uso de meio que colocou terceiros em risco, a impossibilidade de defesa das vítimas e a utilização de armamento de uso restrito.

As investigações indicam que os agentes integravam uma força-tarefa composta por integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar, e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil. Conforme a apuração, a equipe atuou de forma coordenada, utilizando armamento pesado e equipamentos táticos durante a ação.

De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), uma das vítimas foi atingida por vários disparos em via pública sem ter condições de reagir. Já o segundo homem teria sido abordado, submetido a revista e, posteriormente, baleado. Perícias realizadas no corpo da vítima apontaram ainda sinais de agressões físicas anteriores aos disparos.