Avaga da ministra Ana Arraes, que deixou o Tribunal de Contas da União (TCU), virou combustível para a recondução de Arthur Lira (PP-AL) à Presidência da Câmara. A indicação é da Casa e cobiçada por parlamentares, mas Lira trabalha para o Republicanos levar o pleito. Desde o ano passado que Lira é pressionado a pautar a votação, mas segura para não correr o risco de eleger Fábio Ramalho (MDB-MG).

Pela boca

Ramalho é querido entre os colegas e famoso pelos fartos banquetes servidos a colegas, como leitão à pururuca, feijoada e linguiça mineira.

Dó da viúva

Ramalho não se reelegeu e Lira captou que a “comoção” catapultaria o deputado ao posto de ministro. Lira quer Jhonatan de Jesus (Rep-RR).

Poucas chances

A bancada pernambucana queria um nome do Estado para o lugar de Ana Arraes, mas não deu. Soraya Santos (PL-RJ) também está na fila.

Poder sem Pudor

Falando de barriga cheia

Certa vez, em debate sobre e reforma da Previdência, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, um dos mais ricos do País, defendeu um teto salarial “o mais baixo possível”, para “reparar as injustiças e o déficit previdenciário”. O então deputado Carlos Mota (PL-MG) não se aguentou e pediu a palavra: “Então que o teto seja estipulado em R$ 0,1 (um centavo), e resolveremos de vez todos os problemas sociais do Brasil!”

Anote para comparar

Na última eleição para presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) obteve 302 votos e dispensou a necessidade por um segundo turno, mesmo caso de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que teve 57 votos no Senado.

Falta empenho

Na reunião que teve com o presidente Lula, o governador do Amazonas, Wilson Lima, cobrou o governo federal. No Sul do estado, 80% do desmatamento da floresta amazônica ocorre em terras da União.

Adivinha quem paga

A liderança do PT reinaugura nesta segunda-feira (30) o gabinete na Câmara dos Deputados. A sala, como vários outros espaços, foi destruída na invasão ao Congresso Nacional, no dia 8 de janeiro.

Do limão, limonada

Há tratativas no Congresso para dobrar o efetivo da (bem remunerada) polícia legislativa da Câmara e do Senado. Na pior das hipóteses, a ideia é ter pelo menos 200 policiais no Senado, que hoje tem menos de 100.

Frase do dia

“Voto aberto decidirá a eleição”

Senador Eduardo Girão (Pode-CE), sobre a disputa pelo comando do Senado

Padrinhos

Ênio Verri (PT-PR) teve apoio de peso para levar o comando da Itaipu Binacional. O deputado federal foi chefe de gabinete do ex-marido de Gleisi Hoffmann, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento).

Menos pior

Segundo o Panorama da Pequena Indústria da CNI, após quase dois anos no top 3 dos principais problemas das micro e pequenas indústrias, a falta ou alto custo de matéria-prima deixou de ser o principal incômodo.

Pé de briga

A saída do rejeitado ex-governador de Pernambuco Paulo Câmara do PSB passou longe de ser tranquila. Multiplicam-se relatos de “conversas” acaloradas entre Câmara e o prefeito do Recife, João Campos.

Engana trouxa

No jantar fora da agenda que teve com o Lula, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) saiu com a ideia de criar uma comissão permanente de ‘defesa da democracia’ como alternativa à “CPI do Dino”, rejeitada pelo petista.

Pensando bem…

…esta semana ficará definido o tamanho do governo no Congresso.