ILHÉUS: OAB, fez manifestação nesta manhã de quarta feira na frente da Justiça do Trabalho

Nesta quarta feira (28), A instituição (OAB), ordem dos Advogados da cidade de Ilhéus, fez um movimento na porta da Justiça do Trabalho, no sentido de dizer não ao ato de fechamento da instituição em todo Brasil.
A investida para extinguir a Justiça do Trabalho ocorre em meio às denúncias de trabalho análogo à escravidão que surgiram nos últimos meses, principalmente no Sul do país. A região é, justamente, local de origem da maioria dos deputados que apoiam a proposta.
Em fevereiro deste ano, uma operação conjunta entre Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho (MTE) e Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS) resgatou 207 pessoas em condições análogas à escravidão em uma vinícola em Bento Gonçalves. Menos de um mês depois, pelo menos 56 trabalhadores foram resgatados também em situação análoga à escravidão em duas propriedades de cultivo de arroz em Uruguaiana, a 630 quilômetros de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem como função fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista, protocolar ação civil pública na Justiça do Trabalho, entre outras responsabilidades similares, como a defesa dos direitos e interesses de trabalhadores no geral. Os Auditores-Fiscais do Trabalho, responsáveis executar a Inspeção do Trabalho, são vinculados ao Poder Executivo – e não ao Judiciário. É deles a tarefa, por exemplo, de combater as formas contemporâneas de trabalho escravo.
Desse modo os operários do Direito resolveram parar as atividades em chamamento de atenção.











