Perícia diverge da confissão do suspeito de matar a jovem Vitória

Os laudos das perícias feitas no corpo da jovem Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, encontrada morta com sinais de tortura, em Cajamar, São Paulo, no último dia 5, e no carro de Maicol Sales dos Santos, que confessou o assassinato, divergem das informações dadas pelo suspeito. As informações são do Fantástico.
Em seu depoimento, Maicol disse que, após uma discussão com Vitória, foi agredido por ela e, ao revidar, desferiu golpes de faca que feriram a jovem duas vezes, ocasionando a morte. No entanto, a perícia apontou três ferimentos no corpo da vítima.
O suspeito do crime também afirmou que limpou os bancos do carro, um Toyota Corolla prata, que teriam ficado sujos de sangue, e jogou a arma do crime em um rio. Porém, a perícia não encontrou vestígios de sangue ou fios de cabelo nos bancos. Apenas, uma possível mancha de sangue e um cabelo no porta-malas. Ainda não há resultado da identificação desses materiais.
A polícia de São Paulo revelou em coletiva de imprensa que o homem confessou ter cometido o crime sozinho, durante o interrogatório. A defesa de Maicol, por sua vez, alega que ele teria sido forçado a confessar e que o fez sem a presença dos advogados, o que poderia anular a confissão.
Relembre o caso
O corpo da adolescente foi encontrado na tarde do dia 5, em uma área de mata em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Vitória estava desaparecida há sete dias. A jovem foi encontrada decapitada, com marcas de violência no corpo e o cabelo raspado.
Pelo menos sete pessoas foram investigadas pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de terem participado no crime, entre eles o ex-namorado da vítima.
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