A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) publicou, nesta quinta-feira (11), a Portaria nº 292/2025, que define uma nova Política de Comunicação Institucional para a corporação. Oficialmente, a medida é apresentada como forma de fortalecer a imagem da instituição e garantir o cumprimento de princípios constitucionais. No entanto, especialistas e servidores avaliam que a norma concentra excessivamente o controle da informação na cúpula da polícia, podendo restringir a transparência.

De acordo com a portaria, qualquer manifestação pública sobre as atividades da Polícia Civil — seja em entrevistas, redes sociais ou eventos — só poderá ser feita por autoridades autorizadas pelo Gabinete do Delegado-Geral e com alinhamento prévio com a Assessoria de Comunicação (ASCOM). Até mesmo o uso de símbolos da instituição em perfis pessoais dependerá de autorização formal, o que levanta questionamentos sobre possíveis limitações à liberdade de expressão dos servidores.

O texto também proíbe que policiais civis façam análises ou comentários em nome da instituição sem autorização superior, além de vedar manifestações pessoais que utilizem a imagem institucional. Para críticos, a medida pode servir para inibir denúncias internas e críticas legítimas sobre problemas estruturais ou operacionais enfrentados no dia a dia da corporação.

Outro ponto polêmico é a regulamentação do acesso da imprensa às unidades policiais. A partir de agora, jornalistas só poderão entrar com autorização prévia e sob supervisão da ASCOM. Além disso, apenas o Instituto de Segurança Pública está autorizado a divulgar dados estatísticos oficiais. Para comunicadores e pesquisadores, esse controle centralizado pode dificultar o acesso a informações de interesse público, sobretudo em casos de grande repercussão ou que envolvam denúncias contra agentes públicos.

Embora a medida esteja amparada na legislação e tenha como justificativa a proteção da imagem institucional, além do respeito aos direitos de vítimas e investigados, há quem enxergue um avanço do controle interno sobre a comunicação em detrimento da transparência. A portaria já está em vigor, e seus efeitos práticos deverão ser sentidos nos próximos meses, especialmente no relacionamento da Polícia Civil com a sociedade e a imprensa.

Como pais podem contribuir para a saúde mental dos filhos em meio aos desafios atuais

 

Com o aumento dos casos de ansiedade, depressão e outras dificuldades emocionais entre crianças e adolescentes, provocado por fatores como cobranças escolares, comparações nas redes sociais, desigualdades e os efeitos da pandemia, torna-se urgente entender o papel dos pais no suporte à saúde mental dos filhos.

De acordo com dados recentes do KidsRights Index 2025 e da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 14% dos jovens entre 10 e 19 anos vivem com transtornos mentais, e o suicídio já é a terceira maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

A neuropsicóloga Geiza Antunes, da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), destaca que estratégias como a escuta ativa — ouvir os filhos sem julgar — e a comunicação não violenta são fundamentais.

Essas práticas permitem um diálogo de confiança, em que expectativas são colocadas como incentivo, não como pressão. Além disso, momentos de qualidade em família — mesmo que curtos — como conversas, refeições ou passeios juntos, têm forte impacto na criação de um senso de pertencimento e apoio emocional.

Outro ponto que merece atenção é o cuidado que os pais devem ter consigo mesmos. Estudos mostram que o sofrimento mental dos cuidadores está intimamente ligado a efeitos negativos no desenvolvimento emocional, cognitivo e físico das crianças.

Manter uma rotina que favoreça boa alimentação, sono adequado, atividade física e momentos de lazer coletivo ajuda não só os filhos, mas toda a dinâmica familiar. Quando necessário, buscar apoio psicológico também é uma forma de fortalecer toda a estrutura de suporte emocional em casa. *Com informações da CNN Brasil