Na semana passada estive em João Pessoa, na Paraíba. Fui de avião e voltei de carro para Salvador. Confesso: esperava uma viagem longa, cansativa e desgastante. Afinal, são mais de 900 quilômetros separando as duas capitais – e quem está acostumado às estradas da Bahia tende a viajar com o pé atrás.

O que encontrei no caminho desmontou completamente esse preconceito.

A BR-101 na Paraíba, em Pernambuco, Alagoas e Sergipe está em excelente estado de conservação.

Percorri cerca de 700 quilômetros entre João Pessoa e Aracaju por uma rodovia praticamente toda duplicada, com sinalização horizontal e vertical impecável, sem vegetação encobrindo placas, com guard rails nos pontos críticos.

Um detalhe chamou atenção: não vi um único veículo quebrado no acostamento. Nenhum pneu furado. Nenhuma cena de risco.

Em Alagoas e Sergipe, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) atua com várias frentes de obras simultâneas, avançando na duplicação dos últimos trechos da 101.

Vi máquinas e dezenas de homens trabalhando entre Rio Largo e São Miguel dos Campos, em Alagoas, e nas regiões de Propriá, Laranjeiras e Pedra Branca, em Sergipe.

Tudo isso em uma rodovia com tráfego pesado, especialmente de caminhões carregados de cana-de-açúcar e combustíveis. Ainda assim, o asfalto está lá: sem buracos, remendos, ondulações ou desníveis. O fluxo segue contínuo, sem engarrafamentos, sem sustos.