A modelo e personal stylist Karen Seabra, de Minas Gerais, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como abuso sexual cometido por um obstetra durante consultas de pré-natal. Em vídeos publicados no Instagram, ela relatou episódios de constrangimento, comentários de cunho sexual e exames de toque feitos, segundo ela, de maneira inadequada ao longo da gestação.

Segundo o relato, a postura do obstetra mudou após a confirmação da gravidez. Ela afirma que o médico passou a fazer “brincadeiras” com insinuações sexuais durante as consultas. “Quando eu chegava lá, ele falava: ‘essa barriga marcando, hein? As pessoas vão saber o que você anda fazendo’”, disse.

A influenciadora também relatou que, a partir do terceiro mês de gestação, passou a ser submetida a exames de toque em todas as consultas. Sem experiência por ser mãe de primeira viagem, ela acreditava que os procedimentos faziam parte da rotina do pré-natal.

“Ele mandava eu colocar o roupão, deitar na maca e fazia os exames. Pegava na minha barriga, no meu peito e fazia o exame de toque em todas as consultas”, afirmou. “Eu tentava ignorar, porque eu não estava preparada para lidar com isso agora. Não esperava viver isso durante a gestação. Infelizmente, a mulher não tem um momento de paz, nem na gestação”, lamentou.

Karen disse que só descobriu que os exames frequentes não eram comuns após contratar uma enfermeira obstétrica. Durante uma conversa, a profissional teria explicado que o toque costuma ser realizado apenas na fase final da gravidez, quando há sinais de trabalho de parto. “Ela falou: ‘O médico não tem que ficar fazendo toque em você’. E aí eu percebi que em todas as consultas ele fazia isso”, contou.

A modelo afirmou ainda que saía das consultas sentindo dores e com pequenos sangramentos. “Eu sempre saía sangrando, um sanguinho rosa, e sentia cólica por causa do desconforto”, relatou.