Investigação aponta empresário preso em São Paulo como mandante do crime; quatro suspeitos foram pres

Renato e André Luis foram mortos a tiros

Renato e André Luis foram mortos a tiros Crédito: Arquivo pessoal

A investigação sobre o assassinato de dois turistas na Praia do Futuro, em Fortaleza, avançou para diferentes estados do país e já levou à prisão de quatro suspeitos. Nesta quinta-feira (28), a Polícia Civil do Ceará realizou uma nova fase da operação, que incluiu a captura de um homem apontado como mandante do crime, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão contra um vereador e um ex-deputado estadual de Pernambuco. As informações são do portal G1.

O caso aconteceu em abril de 2025 e teve como vítimas Renato Faria de Azeredo, de 34 anos, natural do Rio de Janeiro, e André Luís Guellen, conhecido como “Foguinho”, de 43 anos, do Rio Grande do Sul. Os dois estavam em Fortaleza a passeio quando foram mortos a tiros após deixarem uma barraca de praia na região da Praia do Futuro.
Segundo as investigações, ambos tinham antecedentes criminais e atuavam em negócios ligados a apostas online, as chamadas “bets”. A polícia também aponta que eles mantinham atividades relacionadas à criação de galos e participação em rinhas, prática ilegal no Brasil.

Ainda em abril do ano passado, Gabriel Carlos do Nascimento Silva e Júlio César do Nascimento foram presos em Petrolândia, no Sertão de Pernambuco. A polícia os aponta como executores do duplo homicídio. Poucos dias depois, Ítalo Rafael Silva Santos acabou capturado em Sergipe. A participação dele no esquema, porém, não foi detalhada oficialmente.

Já nesta nova etapa da operação, Dinailton Tavares Pereira, de 36 anos, foi preso em Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, ele é investigado como mandante das mortes. O delegado Ícaro Coelho, responsável pelo inquérito, afirmou que o suspeito foi localizado em um hotel próximo ao Aeroporto de Guarulhos.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o presidente da Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes, Getúlio Belém (PL), e contra o ex-deputado estadual Clóvis Paiva, ex-prefeito de Ribeirão, em Pernambuco.

Durante a ação contra Clóvis Paiva, policiais encontraram uma arma de uso restrito com calibre adulterado dentro da residência dele. O ex-deputado foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Como se trata de armamento de uso restrito, não houve possibilidade de pagamento de fiança.

A Polícia Civil informou que não há confirmação de participação direta dos dois políticos no assassinato dos turistas, mas declarou que ambos possuem relação com investigados ligados ao caso. O delegado Ícaro Coelho afirmou ainda que o vereador e o ex-deputado são investigados por outras práticas ilegais.

No cumprimento dos mandados contra Getúlio Belém, os investigadores relataram que o vereador teria jogado o celular pela janela do apartamento. O aparelho acabou recuperado pelos agentes.