O tão esperado julgamento do caso Henry Borel, menino que morreu há cinco anos com sinais de agressão, foi adiado para 25 de maio, no Rio de Janeiro. Em uma sessão conturbada, a defesa de Jairinho, que era padrasto de Henry, solicitou o adiamento e, ao não ter o pedido atendido, abandonou o júri.

O abandono dos cinco defensores de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, inviabilizou o julgamento, que foi adiado. Com a postergação, a mãe do menino, Monique Medeiros, obteve o relaxamento da prisão e aguardará em liberdade. Jairinho, que é ex-vereador, permanecerá preso.

Siga o Jornal Correio no Google e receba as principais notícias da Bahia, do Brasil e do Mundo.

Seguir no Google

Jairinho e Monique estão presos desde abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry. Ela foi solta em 2022, mas voltou a ser presa em 2023, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa de Monique aponta que o ex-companheiro dela foi responsável pela morte da criança. Os advogados de Jairinho, por outro lado, afirmam que há inconsistências nos laudos periciais apresentados ao longo do processo.

Após o adiamento do júri e soltura de Monique, o pai de Henry, Leniel Borel, lamentou o ocorrido. “Assassinaram o Henry pela segunda vez hoje aqui”, declarou, em entrevista à imprensa. “Fazem novamente uma palhaçada, uma manobra protelatória. É um assassinato com o meu filho, comigo, com os advogados, com a justiça. O que eles buscam é isso”, disse Leniel, que atualmente é vereador do Rio de Janeiro.

Relembre o caso

Henry Borel foi morto aos 4 anos no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto na zona oeste do Rio de Janeiro. O laudo da necrópsia do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que o menino teve hemorragia interna por laceração hepática em decorrência de uma ação contundente. Os exames apontaram 23 lesões no corpo da criança.

As informações estão no Correio da Bahia