Bahia segue com nota baixa no Ideb
Relatório divulgado nesta quarta-feira (5) mostra que educação no estado tem uma das avaliações mais frágeis do país

Nos anos finais do Ensino Fundamental, a Bahia caiu de 4,0 para 3,9, sendo um dos únicos estados a ter redução Crédito: Arquivo Correio
Apesar de circular a teoria (já desmentida por linguistas) de que a palavra “aluno” tem derivação latina de “sem luz”, é possível dizer que a educação pública na Bahia é, sim, iluminada. Entretanto, pela luminosidade vinda das ‘lanternas’ (últimas posições) dos índices de desempenho educacional no estado.
Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados, nesta quarta-feira (5), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam o estado como um dos piores do país.
Além de ter o pior aproveitamento de estudantes nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), com um indicador de rendimento de 0,91, a Bahia é o estado do Nordeste com pior avaliação no Ensino Médio, atrás apenas do Rio de Janeiro no âmbito nacional.
Queda nos indicadores
Em comparação com a edição anterior, houve uma queda nos indicadores apresentados. A nota geral do Ideb é mensurada pelos resultados de aprovação escolar juntamente com o desempenho dos alunos em exames padronizados.
Apesar da melhora global, para o vice-presidente de educação da Fundação Lemman, Felipe Proto, é preciso não se deixar enganar pelos números, visto que a situação desse período educacional ainda enfrenta grandes desafios: “Mesmo com a melhora, os anos finais seguem apresentando baixos resultados de aprendizagem e exigem políticas que garantam a permanência dos estudantes, fortaleçam o vínculo com a escola e enfrentem as desigualdades que limitam as oportunidades educacionais”.
O ranking dos anos finais tem como líder o Paraná, com nota 5,8, seguido por Ceará e Goiás, com 5,7.
Pior Ensino Médio
É a Bahia também que ostenta os piores resultados nas avaliações do Ensino Médio, a partir das notas de Lingua Portuguesa e Matemática. Apesar de ter um leve aumento geral no Ideb de 0,1 – sendo agora 3,8, – a Bahia ainda ocupa a 26ª posição entre os estados e ostenta a marca de pior em comparação com os demais nordestinos.













