Dos quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais, o ex-ministro João Roma (PL) foi o único a comparecer ao debate entre os candidatos ao Senado promovido pela TV Bahia na noite desta sexta-feira (25). O encontro foi marcado pelas ausências dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa e do senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição.

Logo no início do debate, Roma criticou a ausência de Rui e Wagner e afirmou que os petistas estão envolvidos em investigações policiais. “Enquanto isso eu estava no Ministério (da Cidadania) mais do que triplicando o valor Bolsa Família. Na época, era R$ 180 e passou para no mínimo R$ 600. Para isso que eu quero ser senador, para te representar e trazer benefícios para o povo da Bahia”, afirmou.

Um dos assuntos abordados foi o fim da escala 6×1. João Roma se posicionou favoravelmente à mudança e aproveitou para criticar o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, a quem atribuiu responsabilidade pelos altos índices de desemprego registrados na Bahia.

Marcelo Carvalho, candidato pela Rede, defendeu o fortalecimento da democracia e de políticas afirmativas. “A nossa democracia não será quebrada. Nós temos um lado da história, da defesa da população mais carente do nosso estado, da defesa da educação e da população que mais precisa”, afirmou ele.

Ao comentar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), Delliana voltou a defender uma maior presença feminina nos espaços de poder. “Diante de todos esses escândalos, pouquíssimas são as mulheres envolvidas”, ressaltou.

No último bloco, reservado às considerações finais, João Roma foi o primeiro a falar. O candidato voltou a criticar as ausências de Rui Costa e Jaques Wagner e afirmou perceber, por onde passa, um “sentimento de mudança”. Roma reforçou o pedido de voto para ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia, e advogou investimentos em educação de qualidade. Também disse ser a favor de ampliar o Pé-de-Meia e o Bolsa Presença. Defendeu ainda o endurecimento de leis criminais, como a do feminicídio.

Marcelo Carvalho salientou sua trajetória pessoal e política, incluindo a atuação como dirigente sindical, e se posicionou a favor do fim das bets.

Delliana também falou sobre sua trajetória, defendeu o fortalecimento da Lei Maria da Penha e criticou a portaria da aprovação automática editada pelo governo Jerônimo. “Nós somos contra essa maquiagem que vem sendo feita e que tem prejudicado a vida dos jovens”, afirmou.

Por meio de nota, Rui Costa e Jaques Wagner justificaram a ausência no debate. “Comunicamos à Rede Bahia que os candidatos ao Senado pelo PT, Jaques Wagner e Rui Costa, não conseguiram retornar para Salvador a tempo de participar do debate desta sexta-feira (25), em razão do comício do Time de Lula na cidade de Campo Formoso”, declarou a assessoria dos petistas.

Angelo Coronel, por sua vez, afirmou que decidiu não comparecer após a confirmação das ausências de seus principais adversários. “Sem a participação de seus adversários diretos nessa disputa, o encontro perde parte importante de seu propósito: colocar frente a frente diferentes visões, propostas e projetos para a Bahia”.