Por Bebeto Galvão
Há vinte anos, o Brasil dava um passo histórico ao sancionar a Lei Maria da Penha, reconhecida pela ONU como uma das três mais avançadas do mundo no combate à violência de gênero. A lei reconfigurou a atuação do poder público e deu às mulheres a certeza de que não estavam sozinhas. Entretanto, duas décadas depois, o paradoxo segue sendo cruel. Nunca na história deste país tantas mulheres foram assassinadas simplesmente por serem mulheres. Em 2025, foram registrados 1.571 feminicídios, um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

Esses números não são apenas dados. São vidas interrompidas, famílias destruídas e um alerta vermelho para o Estado. Eles provam que a Lei Maria da Penha, por mais avançada que seja, não basta. O que precisa mudar? A pergunta é incômoda, mas é exatamente por isso que precisa ser feita [e respondida] neste 7 de agosto.

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