
Brasília foi palco, na última quarta-feira (15), do mais importante encontro de articulação sindical do país: a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT 2026). Como parte da agenda, o presidente Lula se reuniu no Palácio do Planalto com 30 dirigentes sindicais de todo o Brasil para apresentar os encaminhamentos do governo. Entre eles, representando a Bahia, esteve o pré-candidato a deputado federal Bebeto Galvão, que acompanhou em primeira mão os anúncios históricos feitos pelo chefe do Executivo. 
O encontro contou ainda com as presenças do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Guilherme Boulos, José Guimarães e Luiz Marinho. Em entrevista durante o evento, Bebeto disparou contra os setores que tentam desmobilizar a categoria.
“No Brasil, nós estamos vivendo um certo terrorismo apresentado por setores da imprensa e setores do empresariado, que fazem o que fizeram em outros períodos”. E acrescentou. “Disseram que o fim da escravidão representaria o fim da atividade produtiva, o fim da produção agrícola para exportação. E dando um salto na história, fizeram o mesmo com a redução da jornada de 48 para 44 horas, dizendo que o Brasil quebraria, que haveria fuga de capitais e demissão em massa. E nada disso se configurou. Agora, mais uma vez, fazem uma chantagem pública”. 
Bebeto também enfatizou o impacto social da medida, especialmente sobre as mulheres. “Os trabalhadores ficam numa jornada 6×1, com um prejuízo muito maior para as mulheres que, chefiam mais da metade dos lares brasileiros e só dispõem de um dia na semana para cuidar dos filhos, da educação e da saúde. Isso significa que elas sofrem uma jornada mais exaustiva e carregam sozinhas o peso econômico, emocional e social de suas famílias”. :: LEIA MAIS »