Após publicação acerca da situação que a jovem gestante do Teotônio Vilela passou no Hospital Materno de Ilhéus, onde se queixou de não ter tido o atendimento devidamente humanizado na forma que o hospital coloca como seu principal objetivo, a Assessoria de comunicação daquela instituição expediu nota de esclarecimento informando que já acompanha a jovem gestante, que fora atendida adequadamente e que não havendo quadro clínico para realização do parto orientou que voltasse para casa até novo quadro de sinal de parto.

Este site não irá entrar no debate técnico sobre o fato de estar ou não no momento do parto. O que questionamos, sim, sobre o acontecido e sobre a nota é de QUE O HOSPITAL EXPÕE QUE TEM UM ATENDIMENTO HUMANIZADO. Sendo assim, acredita-se que numa situação onde um casal jovem que está passando pela primeira experiência de um filho, a pessoa fique totalmente aflita no momento de dores e dúvida se está para estourar a bolsa ou não.

Portanto, para um atendimento HUMANIZADO seria de bom tom de que os profissionais que trabalham diretamente com os pacientes na recepção e triagem possam ter técnicas e orientações melhores para acalmar, explicar com linguagem mais popular e, fazer alguma manobra possível para que as pessoas consigam ter a segurança de que esta dor acompanhada de preocupação e aflição não será um risco para a mãe e sua criança, algo que não aconteceu ao contrário, todos se esquivaram de responder sobre o assunto  inclusive o médicvo pessoa mais indicada e sobretudo a mais preparada. Isso evidência a falta de respeito, constroi um sentimento de chateação e diminui a oportunidade de divulgação da verdade no momento explícito.

Assim, fica aqui a sugestão para que o hospital pense e melhore este atendimento de entrada. Ficando, inclusive, a direção da instituição convidada a dá esclarecimentos ao público como prestação do serviço a bem de uma boa compreensão para todos que necessitam de serem bem informados.

Este veiculo de informação deixa claro seu papel de informar e lembra que tudo que foi escrito, faz parte de uma narrativa feita desesperadamente pelo esposo da vítima cujos vídeos comprovam e dão fé do ocorrido.

Portanto, nada do que está aqui faz parte de mentiras ou exageros e sim, de um fato.

    Segue abaixo nota emitida pelo hospital. 

Nota de Esclarecimento

É falsa a informação de que a paciente K.V. dos S. não teve acolhimento e atendimento no Hospital Materno-Infantil. Ao contrário do que foi erroneamente divulgado por este veículo, somente na noite da última segunda-feira (03), ela passou por três avaliações médicas ao procurar a nossa unidade de emergência.

Com idade gestacional de 39 semanas e 4 dias, primigesta, a paciente de 16 anos, deu entrada com 1 (um) centímetro de dilatação, contrações espaças e batimentos cardiofetais normais. Contudo, o seu acompanhante exigia que fosse realizado um parto cesariano. O HMIJS faz parte da Rede Cegonha e do Plano Nacional do Parto Humanizado e só realiza cesárea quando há indicação para este procedimento cirúrgico. O que não tratava-se do caso desta paciente.

Importante destacar que o trabalho de parto inicia-se com 5 cm de dilatação e/ou ruptura de bolsa e/ou contrações efetivas.
Diante do quadro clínico apresentado, a paciente foi orientada a retornar para casa e voltar à unidade quando apresentasse contrações efetivas.

Entretanto, a mesma informou não ter recursos para o meio de transporte. Por conta disso, a médica solicitou que aguardasse para ser reavaliada posteriormente, o que ocorreu por duas outras vezes, no período de apenas duas horas, sem mudança do quadro clínico.

Vale destacar que a Lei 2.527, de Acesso à Informação, questionada na reportagem, estabelece que informações sobre estado clínico de paciente e de condutas médicas são de acesso restrito do sigilo médico/paciente. Bem como informações sobre fluxo de atendimento somente deverão ser repassados pelo ente público e não pelos profissionais médicos, considerando que, no caso em questão, o site tentou abordar o médico plantonista. Portanto, não caberia passar informações sigilosas ao comunicador.

A evolução do quadro paciente já vinha sendo acompanhada pelos profissionais médicos da instituição desde o início do ano. K está acolhida e atendida no HMIJS desde 27 de fevereiro. De lá para cá houve o registro de quatro outras entradas no Setor de Emergência da unidade.

O Hospital Materno-Infantil lamenta profundamente a divulgação de informações totalmente fora de contexto feitas por este blog e solicita o Direito de Resposta em todos os espaços onde a fake News foi publicada para que seja restabelecida a verdade. A unidade assegura que suas portas continuarão abertas cumprindo a missão que vem exercendo desde dezembro de 2021, que é de prestar um atendimento humanizado à população do sul da Bahia.

Nada nos tirará deste caminho.

Ilhéus, 4 de julho de 2023.

A Direção